8 ago 2018

FPI identifica novas áreas de desmatamento e produção ilegal de carvão no Pajeú.

Três grandes fornos de carvão, os maiores já identificados no Estado, foram destruídos em Tuparetama

No município de Tuparetama, no Sertão do Pajeú, em ações com a intenção de promover o uso sustentável da caatinga e coibir as práticas ilegais relacionadas à extração de madeira, a Equipe Flora do Programa de Fiscalização Preventiva Integrada (FPI/PE) atestou atividades em desacordo com a legislação e sem autorização dos órgãos competentes. Três grandes fornos de carvão foram destruídos, esta semana, na mais recente investida. São os maiores já identificados no Estado, segundo a equipe de fiscais, com capacidade de produção semanal de 480 sacas do produto por fornada.

O responsável foi autuado com penalidade de multa. O proprietário não estava presente no momento da ação, mas foi devidamente qualificado e receberá as sansões mencionadas. Duas armas de fogo (um fuzil e um rifle tipo escopeta), sem registros,também foram encontradas, apreendidas e entregues à Delegacia do município. Além disso, foi constatada uma área de desmatamento, estimada em 44,2 hectares, e ainda apreendidos 38 metros de lenha.

Já em Iguaraci, outros nove fornos de produção ilegal de carvão foram destruídos. E em Carnaíba, uma indústria de produção de cimento que estava funcionando sem licença para operação foi identificada. A empresa foi multada  e teve suas atividades suspensas até que se regularize. “Estamos atuando com a finalidade de assegurar as ações para qualificação de uma gestão ambiental sustentável na região do alto Pajeú”, destaca Francisco Campello, superintendente do Ibama.

DOAÇÃO – Cento e cinquenta e oito sacas de carvão apreendidas foram doadas à Prefeitura de Afogados da Ingazeira, único município fiscalizado na região que dispõe de equipamentos públicos licenciados para receber esse material – Matadouro Público e Cozinha Comunitária.

 

INSTITUIÇÕES PARCEIRAS E EQUIPES – As instituições articuladas na Fiscalização Preventiva Integrada em Pernambuco, sob a coordenação do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Defesa do Meio Ambiente do MPPE, MPF e Ibama, com apoio da CBHSF, são: Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária do Estado de Pernambuco (Adagro); ONG Animalia; Agência Nacional de Mineração (ANM); Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac); Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa); CemaFauna Caatinga/Univasf; Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF); Agência de Bacia Peixe Vivo; Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH); Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA); Fundação Nacional de Saúde (Funasa); Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe); Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama); Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra); Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan); Ministério Público Federal (MPF) e Estadual (MPPE); Polícia Militar de Pernambuco (PMPE / 23º BPM e Cipoma); Polícia Rodoviária Federal (PRF); Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas); e Secretaria Estadual de Saúde (SES).

Compartilhe esta notícia:
Henrique Barbosa