3 nov 2016

Tonca sofreu tanto quanto Eduardo Campos.

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Tonca com chapéu de Palha, o governador Paulo câmara e nenhum apoio

O irmão de Eduardo campos, o escritor e candidato derrotado a prefeito de Olinda Antônio Campos comeu o pão que o diabo amassou. Quando decidiu entrar na política ” apoiado ” pelos donos do PSB de Pernambuco, capitaneados pelo governador Paulo Câmara, ops! Renata Campos, ex-primeira- dama de Pernambuco, viu como a política funciona fora das páginas que ele tanto adora.
Corria o ano de 2010 e o então governador Eduardo Campos foi reeleito com uma votação estupenda. A maior do Brasil. O prefeito do Recife era o petista João da Costa eleito numa aliança com o  PSB. O governador era uma excelência, o melhor do Brasil e aliado de primeira hora do presidente Lula, adorado pelo povo.
Queria ser presidente. Sua decisão já estava tomada. Só não era pública. Quando Luiz Inácio Lula da Silva foi comunicado passou a tratá-lo como inimigo.  A amizade e o apoio acabaram. O PT afastou-se.
Mas, a decisão já estava tomada, repito. Numa aliança com a Rede de Marina Silva. Lançou-se candidato em 2013. Para sucedê-lo no Estado lançou o técnico Paulo Câmara. Começou a subir nas pesquisas quando um acidente aéreo o matou em 2014
Pernambuco sentiu a dor e entrou em comoção geral.  O seu candidato que não tinha nenhuma chance de eleger-se governador passou a liderar as pesquisas, ultrapassando o favorito Armando Monteiro Neto (PTB). Venceu as eleições. O PSB que já tinha o prefeito Geraldo Julio, ungido ao cargo por Eduardo Campos, ganhou um governador. Paulo câmara foi eleito com facilidade.
Daí em diante, formou-se um grupo de poder fechado e o PSB mudou da água pro vinho. O relacionamento político interno diminuiu e a era Eduardo Campos ficou pra trás. Instalou-se a censura e a ” Nomenklatura pessebista (*)”colocou regras. Ninguém poderia candidatar-se sem o apoio da casta dominante.
E assim ocorreu com Antônio Campos, irmão do ex-governador Eduardo Campos, que sonhava ser prefeito de Olinda. Era o candidato ideal. Conhecedor do Mundo, daria um  novo momento econômico e político a Marim dos Caetés que com poucos recursos e nenhuma indústria vive de repasses federais, convênios e parcerias.
Não deu. Foi boicotado pelo próprio partido que de mentirinha deixou ele ser candidato até ser massacrado pelo deputado estadual professor Lupércio (SD) cujo espectro político resume-se aos 43,55 km² de Olinda.
O PSB hoje está esfacelado. Brigas internas o diminui. Só elegeu prefeitos nas capitais Recife e Palmas. Perdeu Belo Horizonte, Fortaleza, Cuiabá e Porto Velho. Em 2012 detinha 434 prefeituras e governava para 7,8 milhões de pessoas. Hoje tem 413 prefeituras e governa para 1,01 milhões de brasileiros. Pior. O governador Geraldo Alckmin que estava namorando o PSB para candidatar-se a Presidente em 2018 perdeu o tesão. Ficará no PSDB, maior partido do País, onde está muito fortalecido diante dos adversários Aécio Neves e José Serra.
Será que Tonca, como é conhecido, não tem razão em reclamar tanto do seu próprio partido?
Uma queda e tanto!
É  isso!
(*) Na verdade, os membros da “nomenklatura” eram, em sua esmagadora maioria, filiados ao Partido Comunista da União Soviética e gozavam de inúmeros privilégios e vantagens inacessíveis para o restante da população do país.

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Henrique Barbosa