18 jun 2016

Ministro interino de turismo é citado na operação Zelotes.

Alberto Alves foi flagrado na Zelotes. Foto: Gustavo Messina – Min. do Turismo

 

Pela terceira vez o secretário executivo do Ministério do Turismo, Alberto Alves assume como ministro interino com o afastamento do titular. A primeira vez foi com a primeira saída do próprio Henrique Alves, depois no hiato entre a saída de Alessandro Teixeira e a nomeação do Henrique. Com a nova demissão o Turismo deixa de ter um titular ligado a operação Lava Jato e ganha um interino citado na Operação Zelotes.

Segundo reportagem do Jornal Nacional, da Rede Globo, o envolvimento de Alberto Alves, no esquema foi exposto quando os investigadores buscavam provas sobre os “colaboradores”, que teriam ajudado a aprovar MPs para favorecer empresas do setor automotivo.

E-mails usados como prova na Operação Zelotes mostram que, em dezembro de 2009, o ex-gerente de assuntos institucionais da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) e atual secretário-executivo do Ministério do Turismo, Alberto Alves, manda os parabéns para o lobista Alexandre Paes Santos, preso durante a operação.

A Câmara dos Deputados tinha aprovado a medida provisória 471, que prorrogou incentivos fiscais por 5 anos.

Na mensagem, Alves pergunta para Alexandre se ainda dava para “intrujar” – o que, na interpretação da polícia, significaria que ele tentasse incluir a emenda que eles fizeram, dando a entender que a medida provisória foi formatada “sob encomenda”.

Em resposta ao e-mail, Paes afirma que não conseguiu incluir a mudança, porque era necessário que alguém “abanasse o rabo”, e “ninguém se mexeu”. Segundo matéria do jornal Correio Braziliense, os investigadores da força-tarefa da Operação Zelotes apontam que “abanar o rabo” era um dos códigos usados pelos lobistas das montadoras MMC Mitsubishi e Caoa Hyundai para “comprar” a Medida Provisória 471, que estendeu benefícios fiscais para o setor automobilístico.

Ainda de acordo com a apuração do Correio Braziliense, a medida provisória foi “comprada” por meio de dinheiro pago pelas montadoras ao consórcio de escritórios Marcondes & Mautoni, de Mauro Marcondes, e SGR Consultoria, de propriedade de APS. As investigações apontam que R$ 6,4 milhões seriam distribuídos pelos lobistas a “colaboradores” para a aprovação da norma, o que policiais e procuradores do Ministério Público entendem como destinatários de propina.

Do Jornal de Turismo

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Sérgio Luiz