25 fev 2015

DENÚNCIA.

DENÚNCIA

Quero mais uma vez denunciar a ameaça de ” lavar a honra com o sangue “, do advogado e patrono do senhor Eduardo Monteiro, o criminalista Bráulio Lacerda.
Confesso que estou preocupado com a minha vida, pois não desejo ser mais …uma estatística dos homicídios em Pernambuco.
Tal ameaça foi publicada no Blog de Magno Martins, em dezembro, que me colocou entre os seus inimigos. Creio que o Sinjope deveria emitir uma opinião, pois estou inseguro.

Henrique Barbosa

Ingratidão e calúnia

*Bráulio Lacerda

Neste prólogo, e no ambiente dos esclarecimentos que julgo serem devidos à sociedade pernambucana, vem-me à memória que Confúcio, em suas caminhadas diárias, recebia costumeiramente uma cusparada no rosto, desferida pelo morador do primeiro andar de um pagode edificado à margem do caminho.

Isso por meses a fio, o que demonstra que, mesmo há quatro mil anos, a paciência – ao menos na China – ainda era uma virtude. Finalmente, o filósofo resolveu reagir, por meio de uma única pergunta ao agressor: Por que me fazes o mal, se nunca te fiz o bem?

Ilumino agora que o empresário Eduardo de Queiroz Monteiro, presidente do grupo EQM e da Folha de Pernambuco, dedicou boa parte dos últimos 15 anos a fazer o bem, numa escala inacreditável, ao ex-Editor Geral do periódico, Henrique Barbosa, que, a bem da verdade, revelou-se um demandador nato.

Após gestos de generosidade inimagináveis, e tendo pago religiosamente tudo quanto pactuado na rescisão do contrato de trabalho do funcionário, Henrique – provavelmente inflado de audácia graças ao parceiro habitual de suas noites e madrugadas, o senhor Johnnie Walker Black Label, “remédio tarja preta”, como ele próprio costuma designar.

E percebendo que não conseguiria “arrancar” nem mais um tostão do ex-patrão, resolveu colocar em prática um reprovável projeto contra o presidente do Jornal, passando a assediá-lo, noite e dia, alternando súplicas piegas com ameaças de deflagração de uma campanha difamatória contra a Folha de Pernambuco e o seu proprietário, caso este não cedesse às indevidas exigências financeiras do ex-empregado.

Como Eduardo Monteiro não cedeu um milímetro, o ex-empregado, utilizando-se do facebook e do blog que criou em seguida para concretizar as ameaças, passou a veicular recorrentemente nas redes sociais factóides e meias-verdades – que conseguem ser piores ainda do que as mentiras.

Embora ostentem visos de verdade, não são rigorosamente verazes -, esmerando-se em deformar a fisionomia dos fatos com horrorosas gilvazes, e, sempre posando de vítima, forcejando desconstruir a imagem do empresário por meio de recorrentes calúnias e difamações, além de afrontar o benfeitor do passado com atrevidos convícios e baldões.

Para esses casos, a meu sentir, há sempre uma de duas soluções antinômicas: ou a pessoa ultrajada lava a honra em sangue, ou elege a via judicial para reprimendar o agressor, pois é certo que em tema de honra não se deve transigir. Eduardo escolheu a alternativa civilizada e estou certo de que fez a melhor escolha.

A cada ofensa respondeu civilizadamente com uma queixa-crime, além de representar criminalmente contra o autor das ameaças. Henrique Barbosa, via de conseqüência, responde, até agora, a seis processos na Justiça Criminal pelos atentados contra Eduardo Monteiro.

Curiosamente, entretanto, intimado para as audiências, o ingrato não comparece – o que sugere que falta coragem ao trânsfuga para enfrentar o olhar severo do antigo benfeitor-, apresentando sempre um atestado médico para justificar as seguidas ausências.

Procrastina-se, desse modo, o andamento dos feitos, em desfavor da celeridade processual que a Imprensa tanto tem cobrado dos Magistrados.

Pois é certo que, no trânsito de uma dessas ‘licenças médicas’, as câmeras de televisão flagraram o jornalista nas exéquias do ex-governador Eduardo Campos. Esse lastimável escárnio à justiça não pode ser tolerado pelo Judiciário e pelo MP, que têm o dever de adotar uma postura enérgica contra o audacioso ofensor e zombeteiro réu.

Esses, por ora, os esclarecimentos que julgo serem devidos à sociedade pernambucana, agora ciente do real color dos psicóticos e oprobiosos ataques do ex-funcionário da Folha contra Eduardo de Queiroz Monteiro e outros Diretores do jornal, que continuarão respondendo com uma nova ação criminal a cada assacadilha do ingrato e desleal blogueiro.

* Bráulio Lacerda é criminalista e patrono de Eduardo de Queiroz Monteiro.

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Henrique Barbosa