26 out 2014

Waldez Góes, do PDT, vence e volta ao governo no Amapá.

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Waldez Góes (PDT), 52, foi eleito neste domingo (26) o novo governador do Amapá.

O candidato do PDT obteve 60,58% dos votos, contra 39,42% do atual governador, Camilo Capiberibe (PSB). O pedetista ocupará o cargo pela terceira vez, após ter comandado o Estado por dois mandatos consecutivos, entre 2003 e 2010. O governador Camilo Capiberibe (PSB), 42, que tentava a reeleição, não conseguiu superar sua taxa de rejeição (51%, segundo último levantamento do Ibope) e a má avaliação do governo (45% de ruim e péssimo).

Aliado do senador José Sarney (PMDB-AP), Waldez era a última esperança do ex-presidente de manter parte de sua influência política. O grupo de Sarney foi derrotado no Maranhão, com a vitória de Flávio Dino (PC do B) para o governo, e se engajou na eleição amapaense. Waldez apoiou a candidatura de Dilma Rousseff (PT) à Presidência.

Sua prisão em 2010, por dez dias, durante a Operação Mãos Limpas da Polícia Federal, que investigava desvios em verbas da educação, parece não ter abalado a confiança dos eleitores em sua capacidade de governar. Ele nega participação no esquema. Durante a campanha, defendeu as investigações do caso e eventuais punições aos culpados pelos desvios de dinheiro público.

O político se elegeu com o discurso de que retomaria o desenvolvimento do Estado. Prometeu concluir a pavimentação da BR-156 de Macapá ao Oiapoque, a duplicação das rodovias JK e Duca Serra, a retomada da construção de pontes sobre os rios Matapi e Jari e a criação de uma central de licitação, para ter controle dos processos.

Defendeu, ainda, ter sido o governador que mais fez concursos públicos na história do Amapá (27) e disse que abriria novos, para “dar oportunidade para a juventude ter seu emprego.”

Waldez assume um Estado com o terceiro menor PIB do país (calculado em R$ 8,9 bilhões em 2011) e a segunda menor população (751 mil habitantes). Em termos de desenvolvimento, o Amapá possui alto IDH-M, de 0,708, o 12º no ranking dos Estados brasileiros, superior ao de Ceará, Pernambuco e Bahia.

Com informações da Folha de São Paulo

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Henrique Barbosa