19 maio 2014

Saída de editora do “New York Times” expõe tensões.

14134365   Em 2010, antes de se tornar editora executiva do “New York Times”, Jill Abramson me mandou um bilhete para elogiar uma reportagem importante que escrevi. Ele continua a decorar minha baia na redação. O bilhete diz: “Você escreveu uma reportagem sobre o desmantelamento de uma instituição norte-americana que um dia foi grandiosa, e as pessoas nunca se cansam disso”. Jill adorava históricas suculentas, repletas de subtextos, intriga e com muita coisa em jogo. Agora ela se tornou tema de uma dessas tramas.

Na sexta-feira, sua foto estava na primeira página do “New York Post” como editora demitida do “New York Times”. Ela aparecia de boné, luvas de boxe e camiseta, socando um saco de areia – um retrato obtido na conta de Instagram de sua filha, onde a foto portava o rótulo “incansável”. Testemunhei alguns momentos complicados no “New York Times”. Jayson Blair era meu amigo. Acompanhei de perto a queda de Howell Raines. Vi o jornal quase falir quando a versão em papel começou a sofrer prejuízos e a companhia teve de tomar dinheiro emprestado de um bilionário mexicano a juros exorbitantes.

 

Com informações da Folha de São Paulo

Foto:Fred R. Conrad/The New York Times/AFP

 

 

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Henrique Barbosa